segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Insana insônia





Ponto de desgaste
engaste gasto
haste que me sustenta
na diástase que me afasto.
Laço, tênue laço
ata-me ao passo
deste caminhar sem sono.
Desconstrói-se o trono
em que sonhava-te dono
rei da minha realeza
onde eu, audaz princesa,
era única no harém,
Hoje apenas refém
deste querer profano
hoje apenas amor,
Humano, demasiado humano
insone, enciumado, insano.



(Porém este amor
não é dor,
é apenas de outro plano.)

2 comentários:

Susan disse...

Por vezes a insana insônia nos põe a refletir sobre ela própria ....
Gostei do poema todo mas não posso deixar de falar do final ,está incrível !!!
Parabéns !!!
beijos

Marco Celso Huffell Viola disse...

Lindo poema
Celso