quarta-feira, 1 de maio de 2013


Já não tenho mais pulmão, portanto não me falta ar, porque lamentar o mar se foi-se o tempo de nadar além da arrebentação? Porque chorar por um homem se apenas esmaga-me a multidão? Bom mesmo é ser grão de areia, a solidez da comunhão na vaga idéia que o continente é uma teia, a certeza do prazer estático de estar cumprindo sua missão, fazendo parte do continente em inconsciente satisfação da pequenez, sendo na vida o propósito para o qual Deus o fez, sem nem sonhar que um de seus objetivos é simplesmente segurar o mar...

2 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Não vale a pena chorar por homem nenhum...
Querida amiga, deixaste de escrever? Tenho saudades...
Ana Laura, tem uma boa semana.
Beijo.

Fabio Renato Villela disse...

"Foi-se o tempo de nadar além da rebentação...". Introspecção descrita no mais alto nível literário. Há tempos eu não tinha o prazer de saborear textos com essa dimensão. Beijo, poeta.