terça-feira, 11 de setembro de 2012

Processo vital

É tanto ego, tanto prego e tanta  cruz
tanto excesso, tanto abscesso, tanto pus
tanto cego, tanto surdo, tão pouca luz
E nesta estrada, gente errada
pregando placa que não conduz.
Onde é o oceano
que desagua este rio humano?
O caminho é processo
que se está imerso
destilada ação.
Calda de almas
em um grande tanque de decantação.
Apenas grãos
em pútreda fermentação.

Mundo, um grande caldo,
um caldeirão.


2 comentários:

Fabio Renato Villela disse...

Esplêndido. Impecável. Seguramente um dos melhores Poemas que tive a graça de ler. Parabéns, poeta.

Bj.

Fabio

ana laura Kosby disse...

Muito grata pela apreciação caríssimo poeta.

Grande abraço.